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27/12/2010

O QUE ESPERAR DE 2011

A poucos dias do encerramento de 2010, nosso País converge toda sua atenção ao que está por vir logo adiante. O ano despede-se com sensação de dever cumprido. É o que evidenciam dois indicadores essenciais, dentre tantos outros, na medição da saúde da economia nacional. O primeiro refere-se às previsões de expansão do PIB em ritmo chinês, acima de 7%. O segundo, por sua vez, registra a mais baixa taxa de desemprego em oito anos.

O saldo da retrospectiva, portanto, é bastante positivo. Mas, afinal, o que podemos esperar de 2011?

O quase consenso aponta para uma desaceleração pela frente, com projeções de crescimento na casa dos 4%. Não se trata, contudo, de uma notícia propriamente negativa. De fato, significa o regresso à normalidade, após dois anos atípicos: 2009, em função da turbulência financeira e 2010, da volta por cima. E, a partir de agora, daremos continuidade ao processo interrompido em 2008.

No entanto, algumas fontes de instabilidade externas podem ter sérias repercussões no Brasil. Diferente do mundo emergente, que avança a passos largos, os países desenvolvidos estão diante de grandes desafios. As

sequelas da crise mundial se concentram em dois pontos: EUA, onde a recuperação ainda é lenta, e Europa, cuja crise não cessa de agravar. Outra possibilidade a ser considerada é uma puxada de freio no desenvolvimento da China. Juntos, esses fatores constituem um relevante perigo à vista para o País.

Os motivos de preocupação não se resumem, porém, ao cenário global. No âmbito nacional, ainda há muitos gargalos que tornam a nossa economia menos competitiva. A carga tributária, que soma hoje 34,5% de todo o PIB, é a 14ª maior do mundo, constituindo um antídoto à geração de renda, emprego e ao empreendedorismo. Estamos apenas atrás de nações europeias – que, ao contrário do Brasil, prestam serviços públicos de qualidade e possuem renda per capita elevada.

O câmbio desfavorável, por sua vez, pune os nossos exportadores e põe no horizonte o risco de desindustrialização. Outro elemento que merece atenção é o combate à inflação, que deve evitar o aumento de juros e implantar alternativas menos prejudiciais ao nosso setor produtivo. E há também as já conhecidas deficiências na nossa infraestrutura de transportes, com rodovias, ferrovias, portos e aeroportos em desacordo com o desenvolvimento da nação.

A forma como iremos enfrentar este montante de desafios será definitiva para posicionar Brasil no contexto global que está sendo desenhado. E o Ano Novo pode constituir o marco para um novo capítulo na história do nosso País. Já conquistamos a confiança do mercado internacional. Agora, é hora de recuperar o tempo perdido e promovermos as mudanças de que tanto precisamos.

Esperamos que o novo governo, que começa seu trabalho junto ao início do ano, atue exatamente nessa direção. Ou seja: possibilite melhores condições de competitividade aos setores mais impactados pelo cenário global e faça avançar as reformas estruturais que o país necessita. Que a chegada de 2011 sirva de inspiração. Vamos esperar, acreditar e ajudar para que tudo isso aconteça. Um feliz e produtivo Ano Novo para todos nós!

Fonte:

Germano Rigotto

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